Produção de caminhões aumenta 27,3% em fevereiro

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) divulgou, no último dia 6 de março, os números referentes à produção de caminhões no Brasil nos 2 primeiros meses do ano. De acordo com a associação, a produção registrou um crescimento de 27,3% em fevereiro se comparado ao primeiro mês do ano, mas caiu cerca de 0,9% no acumulado do ano se comparado a 2019.

Os dados registraram uma produção de mais de 9 mil unidades em fevereiro, contra apenas 7,2 mil exemplares de caminhões em janeiro. Contudo, a queda demonstrada nos dois primeiros meses juntos preocupa os especialistas do setor, mesmo que, de acordo com a entidade, o processo tenha sido impactado pelo feriado de carnaval e por um mês de fevereiro mais curto, com apenas 18 dias úteis.

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A soma da produção dos dois primeiros meses do ano registra 16,3 mil caminhões produzidos em 2020, contra 16,4 mil unidades produzidas em 2019. Se avaliarmos apenas o mês de fevereiro, essa queda é ainda maior, registrando um total de 5,3% quando comparado a 2019, onde foram fabricados 9,6 mil caminhões.

Produção de caminhões em 2019 subiu mais de 7%

Os números de 2020 causaram alguma preocupação, já que a produção de caminhões no Brasil cresceu 7,5% em 2019. No ano passado, mais de 113 mil caminhões foram fabricados no País, frente as pouco mais de 105 mil unidades produzidas em 2018.

Os dados, divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), mostram que mais de 2 milhões de veículos foram fabricados no Brasil no ano passado, apresentando o melhor resultado desde 2014, quando a indústria brasileira registrou um total de 3,15 milhões de veículos produzidos.

Outro ponto positivo de 2019 é que as vendas de caminhões também apresentaram um resultado bastante positivo, três vezes maior que o do mercado em geral. Mais de 101 mil unidades foram emplacadas em 2019, ante 75.994 em 2018, registrando um crescimento de 33,3%. No total, incluindo automóveis, caminhões e ônibus, a indústria produziu 2,3% mais unidades em 2019 que em comparação a 2018.

Exportação de caminhões também sofreu queda

As exportações de caminhões apresentaram uma queda no ano passado. Em 2019, foram exportados 13.552 caminhões feitos no Brasil, contra mais de 24 mil exportações para o setor registradas em 2018.

Os números, bem menores que os registrados no ano anterior, representam uma queda de mais de 45%.

Sucesso de 2019 foi sustentado pelo mercado interno

Em 2019, todo o aquecimento da demanda no mercado doméstico de serviços relacionados aos pesados acabou por sustentar o elevado ritmo de produção das grandes montadoras.

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O resultado, tão positivo no ano passado, foi gerado pelo nosso próprio mercado que, diante da crise da Argentina, que derrubou as exportações do segmento em 64% apenas de janeiro a abril de 2019, conseguiu se manter em alta.

De acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), a produção dos caminhões conseguiu, em 2019, sustentar o crescimento da indústria relacionado à produção no acumulado do ano. Enquanto todas as outras categorias de veículos fabricados no país apresentaram queda no período, a produção de caminhões continuou em alta.

Todo esse panorama se reflete positivamente na economia, já que demonstra que os serviços relacionados ao transporte de veículos e cargas evoluiu e aumentou no Brasil. Outro ponto positivo do aumento da produção para abastecer o mercado interno é a modernização das frotas de transportadoras e veículos de motoristas e caminhoneiros autônomos.

De acordo com dados da Anfavea, mais de 200 mil caminhões com mais de 30 anos ainda circulam pelas rodovias federais, o que gera graves problemas no nível de segurança das estradas. Caminhões antigos passam a funcionar com metade da eficiência de uma frota moderna, o que influencia no aumento do número de acidentes e na produtividade do setor.

A circulação de veículos novos e tecnológicos representa mais segurança para o translado realizado nas estradas, contribuindo para um dia a dia mais seguro e saudável para o mercado de transportes. 

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